revista o odisseu: crítica de antígona kuēgü

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a revista o odisseu publicou uma crítica sobre antígona kuēgü. o texto, escrito por élvio cotrim, destaca o valor estético e o compromisso político da obra:

Antoine Compagnon, ao teorizar sobre o trabalho da citação em A segunda mão ou o trabalho da citação, observa que citar é sempre um ato de violência e de amor: arrancar um fragmento do seu contexto original para fazê-lo servir a um novo discurso. O citador, escreve ele, nunca é neutro uma vez que a citação é já uma interpretação e uma tomada de posição. Aposta que Massa compreendeu profundamente. Ao transplantar a Antígona grega para o Xingu contemporâneo, ele não apenas cita Sófocles, ele o descoloniza e o obriga a testemunhar o que preferiria não ver. É exatamente nessa violência produtiva da citação que reside a força política de Antígona Kuēgü.

a crítica completa pode ser lida no link:

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