“fio d’água” nasce mesmo como um fio d’água: emerge manso em algum ponto, movido por uma pressão subterrânea, até alcançar a superfície.
nenhuma nascente sonha ser rio. é o caminho que acontece.
antes mesmo de pensar em escrever um romance, este poema brotou. foram quatro no total, de uma só vez. três deles entraram no livro (descartei um em que moisés sob efeito de parassonia aceitava fazer um cartão da c&a no centro de manaus).
poderia parar por aí, como acontece muitas vezes, mas não parou. o fio se desenrolou, foi ganhando corpo, se somando a outros fios.
quando percebi, ali estava o livro. quase como moisés, que dorme em uma casa e acorda em outra sem entender muito bem o que se passa, mas segue o baile.
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voz: daniel massa
edição: daniel massa
câmera: gabriela rezende
livro disponível em https://7letras.com.br/livro/fio-dagua/

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